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DanzaMedicina é um projeto que já percorreu 15 países e impactou mais de cinco mil mulheres ao redor do mundo.
Um laboratório experimental para mulheres que articula prática clínica, pesquisa somática, artes do corpo, ritos de subjetivação, consciência crítico-política e imaginação radical-emancipatória.
Diante da lógica de sujeição antropo-falo-ego-logocêntrica, colonial, patriarcal, capitalista, encorajamos gestos feiticeiros, capazes de remagificar a vida como ato de desobediência, disruptivo, insurgente, contra um projeto de mundo que nos quer adoecidas, exauridas, domesticadas e anestesiadas, alienadas, desesperançadas. Dançamos para romper os pactos, destituir as normas, romper com os modos hegemônicos de produção de desejo e de inconsciente, quebrar os contratos de subserviência coletivamente e compulsoriamente contratados.
Reivindicar o corpo criador e desejante exige mais do que uma clínica que negocie com as forças conservadoras. Exige ruptura: loucura, caos, carne, o ridículo, a fúria, o onírico. Uma investigação que caminha pelas fronteiras entre mulheridades, feminismos, psicomagia, lutas y encantarías onde tecemos uma teia rizomática de afetos (e)corpóreos para regeneração de uma biosfera feminina coletiva e latente.
Dançamos, desde o centro dos ossos, a caverna escura do útero e a pele por debaixo da pele, lugares esses desde onde nossas memórias não podem ser negociadas. Dançamos, a percorrer inusuais caminhos somáticos, neurais e pulsionais para que seja possível, em tempos de distopias e barbáries, devolver às corpas femininas a lucidez, o erótico, a raiva como recurso, as vias e os unguentos da criação e expressão - alcançar a altura da potência que a vida, a cada novo momento, nos convoca.
O tempo da corpa é Terra.
O que a Morena está promovendo faz uma ruptura na história, é revolucionário. Não no sentido de inovador, mas porque convoca o sentido da luta que brota das entranhas. Um desejo de revolucionar muito mais forte que qualquer teoria política seria capaz.
— Luzmilla (Brasil)
Nós nos afastamos da ideia do corpo como algo a ser controlado, aperfeiçoado ou performado. Suavizamos a mandíbula, retiramos as máscaras dos falsos sorrisos e respiramos nos lugares que há muito tempo sustentavam tensões. A dança passou a ser sobre reivindicar a linguagem bruta do corpo: o animal, o musgo, a semente, a bactéria, a criança que brinca.
__ Marijana Lemm (Montenegro/Alemanha)
Na dança tudo se torna mais selvagem, mais pueril, mais carne viva. O lugar onde a violência pode ser tratada pela raiz. Aos poucos, sinto que o amor tenta tirar da minha boca essa lingua colonial, tenta se mostrar um som entre o silêncio, o choro, as línguas que os poderosos não conseguem acessar.
__ Ingrid Silva (Brasil)
Um processo de entrega que me levou através das minhas sombras, traumas, medos, toda minha dor e vulnerabilidade - até a aceitação, o renascimento e amor próprio. Uma experiência profunda de reconexão comigo mesma, que me mudou para sempre.
__ Bogdana Runcan, Romênia
Eu bem conhecia as cargas emotivas que levava comigo durante a vida, mas certamente não imaginava que as tinha tão à flor da pele. Com a DanzaMedicina passamos a percorrer caminhas que nos deslizavam sutilmente a lugares inimagináveis de nossas vidas, onde estavam as dores de infância não resolvidas que, sem que eu me desse conta, estavam guardadas comigo há mais de 60 anos.
__ Norma Krause, Argentina
Eu fui capaz de soltar minhas tensões, tristezas, culpas e medos através das práticas que fizemos juntas durante o retiro. Eu pude perceber as similaridades que nós compartilhamos como mulheres, e as batalhas que nós lutamos separadamente enquanto deveríamos/poderíamos estar juntas. Eu senti amor, suporte e força.
__ Michelle Karen, Australia
A Menina que virou Lua
A menarca é tida por muitas tradições originárias como um importante Rito de Passagem. Este livro, escrito por Morena Cardoso e ilustrado por Julia Vargas, vem nos contar sabedorias ancestrais - memórias antigas, há tanto esquecidas e caladas - sobre os encantos possíveis à primeira menstruação. Você pode adquiri-lo no Brasil (adquira o seu aqui), ou em qualquer outro lugar do mundo com versões em português, inglês, castelhano e euskera (clique aqui para envios internacionais).
Que mulher nunca sentiu vergonha de sua potência, monstruosa diante de suas pulsões, ou doente ao conter sua efervescência?
‘Manifesto Crisálida’ é uma obra autobiográfica que revela metamorfoses de uma mulher que ousa existir a seus próprios termos. Ora deixando-se atravessar pela vida, ora se debatendo com as heranças de uma sociedade machista, contraditória e dispersa.
A narrativa trata da importância dos ciclos, pulsões e inconstâncias do processo de matar a mulher adequada, para que a selvagem possa respirar.
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